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Amadina de Cabeça Vermelha

visitante
Carlos Augusto Fonseca
Revista SOBC 1998
Arquivo editado em 25/04/2005

• Histórico
As duas espécies do gênero Amandina mais conhecidas na América são o amandine (Amandina Erythrocephala) e o degolado (Amandina Fasciata). Entre os diamantes encontrados na África estes são os mais bem sucedidos entre os criadores.
Na natureza, ambas as espécies são encontradas em áreas semidesertas cercadas por águas superficiais. Os degolados são encontrados mais facilmente em uma extensa área do Senegal (país ao Oeste da África) até o Sudão, já os amandines encontram-se em toda África do Sul e Zimbabwe.

• Diferenças:
Degolado: é um diamante grande, com aproximadamente 12,7 centímetros (5 polegadas) de comprimento. A cor do corpo é predominante bege tendendo a um marrom claro. Cada pena é marcada com um pequeno, negro e crescente traço, o qual produz uma aparência escamada.
A cor dos olhos é marrom, e as pernas e o bico são cor de pele.
Os machos possuem um sinal branco na garganta cruzando uma grande banda vermelho-sangue. Exatamente este desenho que denominou este exemplar. As fêmeas são, usualmente, mais claras na cor e falta a lista vermelha no pescoço.
Amandine: o amandine é maior e mais robusto que o degolado, ele mede aproximadamente 13,3 cm (5 'A polegadas). As costas e as partes superiores são de cor cinza o tórax e o flanco são castanhos, com pintas brancas nas pontas das penas rodeadas por anéis negros. A aparência de escamas é mais evidente que os degolados.
A cabeça é completamente embaçada de uma cor vermelho sangue, porém menos intensa que os degolados. A cor dos olhos é marrom e são rodeados por um anel cinza-azulado. Bicos e patas são cor de pele, e a fêmea para uma versão "lavada" do macho. As fêmeas não possuem a cabeça vermelha, mas alguns indivíduos podem ser encontrados com uma pequena coloração na região da nuca.

• Subespécies:
Atualmente há três subespécies reconhecidas de degolado e uma subespécie conhecida de amandine. Alguns livros mencionam brevemente a existência de duas subespécies de amandine, mas não dão uma descrição detalhada. As subespécies apresentadas neste artigo são apresentadas em mais detalhe no livro de Derek Goodwin "Estrilid Pinches of the Worid". Os pássaros oriundos do Oeste da África são denominados A. f. fascinata. Aqueles que vêm do Leste são denominados de A. f. alexanderi a diferença é que os vindos do Leste apresentam o corpo mais escuro e melhor contrastado.

• Alimentação
Alimentação é um aspecto importante para manter as espécies do gênero Amandina. As pessoas costumam dizer que uma alimentação apenas com sementes é suficiente, está errado pois a maior causa de problemas de saúde e pouca expectativa de vida destas aves está embutida neste tipo de alimentação. Uma dieta com alguns insetos é bastante proveitosa uma vez que naturalmente estes pássaros alimentam-se de uma grande variedade de insetos.
Desta forma a dieta ideal deve ser a base de uma mistura de sementes, entretanto nos períodos de muda de penas, ou acasalamento deve ser misturada uma ração com ovos, Vitaminas, minerais e até alguns tipos de frutas. Insetos também devem ser oferecidos, principalmente larva de moscas, moscas de frutas, etc. Em geral todas as misturas de sementes tem uma baixa concentração de cálcio e fósforo, assim a carência deste minerais causam grandes perdas na formação dos ovos, bem como no crescimento dos filhotes, por isso uma dieta balanceada é a chave do sucesso em qualquer criação. Atualmente são oferecidas aos criadores rações prontas as quais devem ser analisadas, cuidadosamente, sua composição antes de oferecê-las aos pássaros.

•Acasalamento
Amandines e degolados têm um forte desejo de formar pares, e os machos farão sua rotina de canto e dança durante o ano inteiro. Freqüentemente, colocar dois pássaros de sexos opostos na mesma gaiola resulta em um casal, entretanto alguns machos e/ou fêmeas acabam se rejeitando. Ao se interessar pela fêmea o macho começa a cantar sacudindo-se para cima e para baixo e lateralmente próximo à fêmea. Se ela o aceitar ela simplesmente se abaixa. Desta forma um casal é formado e deve ser separado imediatamente. Este método de acasalamento funciona extremamente bem. As gaiolas variam com a preferência do criador, mas em geral devem ser utilizadas gaiolas com tamanho das utilizadas para se criar os demais tipos de exóticos tais como manons, diamantes de gould, mandarins, etc.
Os ninhos são também um fator importantíssimo no sucesso da criação de amandines e degolados, uma medida boa é um ninho de 15 cm de largura, 12 cm de comprimento e 12 cm de altura, com um fura de aproximadamente 5 cm de diâmetro. Estes ninhos devem ser forrados com algum tipo de gramínea, materiais sintéticos não são recomendáveis e devem ser trocados a cada postura uma vez que ficam muito sujos após cada postura. O casal coloca em média 4 a 5 ovos, os quais possuem um período de incubação que varia de 12 a 14 dias. Os filhotes nascem com uma pele bastante escura, com alguns tufos de cor pálida, ao contrário dos filhotes de canários eles não erguem a cabeça para se alimentar. Ao redor dos 27 aos 29 dias os filhotes já se alimentam sozinhos e podem ser separados dos pais, e alguns já podem ser definidos sexualmente. O período de criação é de aproximadamente 6 meses por ano, e as aves costumam trocar de penas geralmente na primavera e outono.
Conforme podemos observar a criação de amandines e degolados é semelhante à criação dos demais exóticos não necessitando de maiores investimentos para as pessoas que desejam criar esta linha e já criam um outro tipo de pássaro exótico.

Referências:
Breending The Amandine Pinches
Revista Bird Breeder
Agosto 1996